domingo, 24 de setembro de 2017

O Expresso e os “relatórios secretos”:

(Por Estátua de Sal, 23/09/2017, 18h)
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Mas que grande tiro no pé, dr. Balsemão. Então o seu jornal, dito de referência, cai numa trapalhada deste jaez? Expliquemos o ocorrido.
Na edição de hoje, o Expresso dá conta da existência de um relatório, supostamente elaborado pelo Centro de Informações e Segurança militares (CISMIL), que arrasa o Ministro da Defesa e o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas no contexto da investigação ao desaparecimento do armamento dos paióis de Tancos.
Como não podia deixar de ser, os principais actores políticos vieram a pronunciar-se de imediato. Marcelo diz que tudo tem que ser investigado e aguarda detalhes mais aprofundados, nomeadamente saber se houve roubo ou não. Costa não se quis pronunciar muito sobre o tema, alegando estar em campanha eleitoral, mas foi dizendo que desconhece o relatório em absoluto.Assunção Cristas reiterou o pedido de demissão do Ministro da Defesa. Passos Coelho, mais uma vez a emprenhar pelos ouvidos tal como fez no caso dos falsos suicídios,  exigiu de imediato explicações ao governo, acusou este de ocultar informação ao parlamento e ter tiques de autoritarismo e terminou perguntando: – “Temos de comprar o Expresso para saber o que se passa no país”? (Ver aqui).
Pois bem. Há pouco mais de duas horas, o Estado-Maior General das Forças Armadas desmentiu “categoricamente” a existência de qualquer relatório do Centro de Informações e Segurança militares (CISMIL) sobre o roubo de armas de guerra nos paióis de Tancos. (Ver aqui).
Como não tenho razões para achar que existam relatórios oficiais que são desconhecidos do Primeiro-Ministro, do Presidente da República e do Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, só posso concluir que o Expresso, conscientemente ou não, publicou uma atoarda e não uma notícia escrutinada e credível, e que cada vez mais as suas práticas editoriais seguem na peugada das do Correio da Manhã.
Ora, há um quarto de hora, o Expresso veio afirmar que o relatório existe e é verdadeiro, apontando a sua autoria, não para o CISMIL, mas para “serviços de informações militares”, seja lá o que isso seja, o que retira o carácter oficial ao dito relatório e a exigência de este ser conhecido pelas altas autoridades políticas do país. Fala depois o Expresso em “fontes de militares no activo e na reserva”, e lembrei-me de imediato de uma outra situação recente a que o Expresso também deu muito relevo, já que também nesse caso havia “militares na reserva”.
Às tantas, os autores não passam de dois ou três marmanjos conotados com a direita radical e fascistóide, uma minoria ainda assim, que existe dentro das Forças Armadas. Como no caso dos generais que queriam entregar as espadas. Eram dois apenas, mas o Expresso também aí viu um pronunciamento militar em marcha.
Acresce que um documento, supostamente secreto, não ser entregue às entidades políticas e às chefias militares, que o desconhecem, mas sim ao Expresso, diz tudo sobre a credibilidade do documento e dos seus autores. Já se percebeu ao que vêm e o que pretendem, eles e o Expresso.
Tal é o desespero da linha direitista e facciosa que se instalou na redacção do Expresso que o mano Costa não resistiu a publicar em largas parangonas uma caixa, que ele supôs ser de largo poder destruidor, para o governo e para o PS, em vésperas de eleições autárquicas, criando um alarmismo social e político mais que injustificado. Penso que lhe irá sair o tiro pela culatra.
É por estas e por outras que o Expresso, SIC e companhia estão pelas horas da amargura no que toca à situação financeira. O Dr. Balsemão bem se pode queixar da ascensão do digital e das redes sociais, acusando estas últimas de produzirem fake-news.
Mas assumindo, ainda assim, que as redes sociais produzem e divulgam fake-news, não é essa a causa do descrédito e do mau desempenho económico da imprensa dita de referência. A razão principal é que resolveram alinhar por baixo, renderam-se ao populismo e ao imediatismo, deixaram de avaliar a qualidade das fontes e a veracidade dos factos, perdendo portanto a confiança dos leitores. Em suma, combater fake-news com fake-news parece ser a orientação do Expresso actual. Até o Observador começa já a ser mais credível. Sim, porque o Observador diz ao que vêm, e nunca quis convencer  os leitores de ter um estatuto editorial independente.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Os queixinhas:

Hoje ao dar uma vista de olhos, como é meu costume diariamente, às notícias no facebook deparei com uma que é como se usa dizer “de cair de cu”. Não é que o PSD de Paços de Ferreira fez queixa à Comissão Nacional de Eleições sobre a propaganda política do PS! A Comissão Nacional de Eleições proibiu e o PS retirou-as de circulação. Só que há uma que não vai ser possível retirá-la. Refiro-me à Revista que o PS colocou nas caixas de correio dos munícipes sobre as obras que tinha feito no concelho e as que ainda tenciona executar caso vença as eleições autárquicas.
 Eu como um exemplar cumpridor das normas estabelecidas e que venham a ser estabelecidas tenho em meu poder não uma mas três revistas. Uma como disse do PS entregue há poucos dias e duas referentes às eleições autárquicas de 2005 a 2009 e outra de 2009 a 2013, iguaizinhas. E sabem de quem? De quem fez agora queixa à Comissão Nacional de Eleições! E quem foi? O PSD de Paços de Ferreira.
Sendo assim estou com dificuldades de satisfazer as normas estabelecidas pela Comissão Nacional de Eleições.
A Paços de Ferreira não me desloco. Evito de ali passar. E desde que existe a via do Poder Local nunca uso a passagem por Paços de Ferreira. Coisas de gostos. E como se diz gostos não se discutem. Mas voltando à vaca fria.
Salvo seja. Ao senhor António Coelho e Joaquim Pinto. Digam o dia e hora em que estão disponíveis para vir levantar a dita Revista. Ah já me esquecia! Não é uma mas três. Mas desde já aviso que não tem algum préstimo. O papel é grosso. Parece lixa.
Para limpar o dito cujo a mim nunca serviu. Pode ser que tenha utilidade para vocês utilizarem no vosso WC.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Sobre o Debate dos três candidatos à Junta de Freguesia de Freamunde na RCPF:

Não o ouvi directamente. Tomei contacto com ele na página de facebook no dia 20/09/2017. Desde já uma declaração de interesse. Sou amigo dos três concorrentes mas o meu voto vai para o PS, ou seja, José Luís Monteiro.
Desde que voto em eleições nunca o meu voto foi para partidos de direita. Votei por várias vezes na APU, CDU e uma vez no BE e desde da era de Sócrates no PS. Portanto o PS tem recebido o meu voto tanto a nível nacional como local. Como disse vou tentar fazer uma análise isenta como tem sido meu apanágio.
Vamos ao debate: Os três candidatos puxaram para si o seu freamundismo. O mais simples foi José Martins Gomes. Os outros dois puxaram para si os seus galões e Paulo Querido teve necessidade de voltar atrás para defender a sua honra, no que concerne aos seus préstimos, quando na sua intervenção não o tinha feito, mas sentiu-se coçado pela intervenção de José Luís Monteiro.
Paulo Querido fez críticas à antiga Junta. Mas não se referiu às condições que Armanda Fernandez recebeu da junta que a antecedeu. Uma ex-Junta deixada ao abandono que nem tão pouco reunia com os seus fregueses. Acho que Armanda Fernandez não merecia a crítica que Paulo Querido lhe dirigiu. Na política Paulo Querido não vale tudo. É não estar em Freamunde.
Não saber que a Junta de Freguesia no mandato de Armando Fernandez adquiriu uma furgoneta de 3.500 quilos, dois funcionários a tempo inteiro nas limpezas, dois outros, estes cedidos pela Câmara Municipal a tratar dos jardins, uma funcionária a tempo inteiro no Espaço Cidadão, a Junta de Freguesia labora a tempo inteiro. Entendo que estes funcionários mereciam mais respeito por parte de Paulo Querido. Também não estou de acordo com José Martins. Uma coligação que teve um deputado na Assembleia de Freguesia e por várias vezes (três) consecutivas falhou às assembleias.
Voltando a Paulo Querido e José Luís Monteiro um deles vai ser Presidente da Junta de Freguesia de Freamunde. Entendo que deviam esclarecer os Freamundenses do que deviam ou tem para fazer. Se dois funcionários não são suficientes digam que vão pôr mais. Se dois funcionários jardineiros também não são suficientes arranjem mais. Se a Junta de Freguesia deve laborar mais tempo ponham vinte e quatro horas.

Paulo Querido não há projecto para o Centro Urbano de Freamunde! Já foi publicado e até eu já expus aqui no facebook. Segue outra vez. Agora em dezasseis anos o PSD o que só soube fazer foi alagar. Paulo Querido não se lembra disso!

Mais uma vez Paulo Querido, Armanda Fernandez não merece da sua parte essa desconsideração. Já viu que se ganhar as eleições e ter o esforço e obra como Armanda Fernandez que digam o que está a dizer de Armanda Fernandez. Acho que não ficava agradado.
Por isso digo. Na política não vale tudo. Os Freamundenses mereciam um debate mais clarificativo. Andarem a lavar roupa suja e não trazer benefícios para Freamunde não cativa. Pelo contrário. Fazem-nos arredar da política.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Prometer não custa. O que custa é cumprir:

Tanto o prospecto do PS como o do PSD para a campanha eleitoral autárquica em Freamunde traz uma série de eventos a realizar quanto a mim vão ficar muito aquém. São muitas promessas para tão pouco tempo e tão pouco dinheiro atribuído às freguesias. Só para esclarecimento.

A todas juntas de freguesia foi, em princípio, atribuídos 12500 euros anuais. Que era aplicado na manutenção do arranjo das bermas, jardins públicos e algo mais que aparecesse e que necessitasse de manutenção rápida. As juntas de freguesia protestaram e foi atribuída a importância anual 17000 euros. Importância, ainda irrisória, uma vez que Freamunde carece de mais necessidades que qualquer outra freguesia, exceptuando Paços de Ferreira. É no meu entender que estas duas juntas de freguesia deviam de ter uma verba superior.

Por isso pode-se constatar que os Presidentes de Junta seja em que concelho for estão dependentes dos Presidentes de Câmara. Tomem em atenção José Luís Monteiro e Paulo Querido das dificuldades que vão ter para cumprir as promessas que estão a fazer aos munícipes de Freamunde. Sei das dificuldades que atravessou a Junta de Freguesia de Freamunde ainda vigente.

Vocês estão a prometer de mais. Quanto a mim prometia o essencial e esse essencial era o arranjo de Centro Urbano; o sentido único na Rua do Comércio de bastante utilidade para os comerciantes e consumidores no que respeita ao estacionamento de viaturas; novas instalações para a Junta de Freguesia, é de lamentar uma cidade com as instalações que têm e para cúmulo prometida há quatro anos; Parque de Lazer que se não está ao abandono parece; auxílio à Acção Social e terceira idade; transportes públicos incluindo para os nossos alunos assim como a alimentação gratuita, uma vez que os livros já são gratuitos.

Com isto diminuo mais de um terço das vossas propostas e acho que são fáceis de executar. É que prometer não custa. E se prometimento fosse procedido de uma palavra de honra certas promessas eram mais ponderadas.

Ou se caso não as cumprissem compareciam perante os Freamundenses de corda ao pescoço como Egas Moniz fez perante o Rei de Leão e Castelo.

Se assim fosse outro galo cantaria.

domingo, 17 de setembro de 2017

Um Eixo anti Passos Coelho:

(Por Estátua de Sal, 17/09/2017)
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Estive a ver o Eixo do Mal. Interessante. Traziam um guião afinado, desde o Luís Pedro Nunes até mesmo ao Daniel Oliveira. O Eixo anti Passos.
A direita anda preocupada. Com Passos, um cavalo morto, que só ele não sabe que está morto, a direita não vai a lado nenhum. Passos é uma passadeira vermelha para António Costa e para o partido socialista. A esperança da direita é que Passos seja defenestrado e, com outro líder mais macio, seja possível uma reedição do Bloco Central, a aliança entre o PS e o PSD, já tão distante no tempo. Balsemão encomendou-lhes o guião. Com Passos a liderar o PSD a Geringonça vai durar até à eternidade.
E pior, Passos anda a virar xenófobo, racista e troglodita apoiando o candidato a Loures, André Ventura. Ou seja, como dizia o Pedro Marques Lopes, quem não gostar da Geringonça que alternativa de voto terá, sendo de direita? Votar num PSD xenófobo, não subscrevendo tais posturas? Pois.
Quer dizer. A campanha para as eleições legislativas de 2019 já começou. E qual o programa da direita? Apenas um: evitar uma Geringonça II e o afastamento de Passos é fundamental para que esse programa possa almejar ter sucesso.
A segunda parte do programa seguia o mesmo guião de forma sub-reptícia. Era o dossier Fernando Medina. Todos consideraram que usar uma campanha negra para atacar um adversário político – e ainda sem qualquer fundamento, ao que parece e foi documentado -, é o limite máximo da sujeira. Ora, ainda que o não tivessem dito, a sujeira só pode vir da direita, a saber do PSD, ou seja de Passos. E com isto se pretendeu provar que Passos e seus acólitos não sabem fazer oposição séria, e não são credíveis para enfrentar António Costa em 2019, na pior hipótese. Quando os comentadores da direita e do centro tem necessidade de vir a terreiro defender um alto dirigente socialista em época de pré-campanha eleitoral, é estranho, e tal só prova que o contexto político nacional e internacional é, no mínimo, uma tela surrealista. São precisas inovadoras grelhas de leitura para a conseguir ler e descodificar. E, infelizmente, tardam em surgir.
Ainda deram uns toques na proibição de existirem ou não jogos de futebol em dia de eleições. Nada de importante.
Mas enfim. Coitado do Passos. É, neste momento, tão insignificante que não tem quem o empurre do seu lado esquerdo mas os empurrões surgem dos seus pares do lado direito.
Ora, eu que tanto zurzo e zurzi no Coelho, só posso esboçar um sorriso de satisfação.
Até ando com uma certa comiseração dos próceres da direita. Serviram-se do Passos para fazerem a travessia da troika que ele cumpriu com afã e desvelo. Agora estão aflitos para o chutar para canto. Seria fácil se a direita tivesse um nome credível e alternativo a Passos para liderança do PSD. Mas, até ver, só surgem fogos-fátuos e promessas sem garra.
Meu caro António Costa, pode dormir descansado. E a esquerda, BE e PCP, não abdicando dos seus valores e princípios, que não estiquem demasiado a corda, empurrando o PS para os braços da direita, com Passos ou sem Passos. A política é a arte do possível. E, quase sempre, o possível fica sempre aquém do desejável.
Do blogue (Estátua de Sal) 

sábado, 16 de setembro de 2017

O diabo acabou de chegar a Massamá…

Quando em Março passado a Standard & Poor’s decidiu manter a notação da dívida portuguesa em BB+, ou lixo, com perspetiva estável, a ex-ministra das Finanças de Passos Coelho e vice-presidente do PS Maria Luís Albuquerque foi muito clara ao declarar “Eu confesso que não vejo injustiça”, adiantando uma explicação para a sua concordância com a avaliação da S&P:
“O elevado nível de endividamento, a divida pública, que tinha reduzido em 2015 voltou a subir em 2016, o endividamento privado também continua muito elevado, o crescimento reduziu face àquilo que vinha de 2015 e há uma conjunto de medidas que representam potenciais problemas para a competitividade e criação de emprego”
Queixava-se ainda de que o Governo não tinha dado  “melhores argumentos” à S&P para que Portugal saísse “desta situação de lixo”, lamentando-se ainda que era “uma desilusão que o país continue nesta situação e que não consiga registar, de facto, as melhorias que estávamos prestes a registar no final de 2015”.
Poucos meses passados e depois de ter andado a fazer surf nos incêndios e outras desgraças Passo Coelho ignora o que a sua vice-presidente tinha declarada e deu mais uma das suas cambalhotas, tem mesmo o descaramento de chamar a si quase todo o mérito, quase porque deu um danoninho desse mesmo mérito ao Governo dizendo que este “tem o mérito de ter conseguido nestes dois anos provar que os receios que os investidores tinham eram infundados porque o Governo acabou por garantir as metas que eram importantes para os que estabelecem o ‘rating’ para o país”.
A posição de Passos Coelho chega a ser ridícula pois ninguém se esquece de ter anunciado a vinda do diabo em Setembro de 2016, já depois de ter declarado numa entrevista à SIC dada em março de 2016, que “passaria a defender o voto no PS, Bloco de Esquerda e PCP”.

Depois de dois anos a aproveitar tudo o que mau acontecia ou esperava que viesse a acontecer ao país, Passos Coelho humilha-se de uma forma quase ridícula, ao apressar-se a comentar a decisão da mesma Standard & Poor’s para chamar a si todos os louros, chegando ao desplante de dizer que consigo no governo tal notação já teria sido atribuída, lembrando uma declaração de Relvas que em plena crise financeira assegurava que quando o PSD chegasse ao governo as agências de notação recuariam e deixariam de avaliar a dívida portuguesa como lixo.
 Esta notação significa que o diabo vinha mesmo, está agora em Massamá transfomando Passos Coelho em lixo político.
(É ver o vídeo abaixo para constatarem que Passos não passa de um vulgar troca-tintas)
Do blogue (Estátua de Sal)

Comício do PS em Freamunde:

Humberto Brito anunciou várias medidas para o concelho especialmente para Freamunde caso seja o eleito para presidir aos destinos da Câmara Municipal. 

Desde os transportes, com vários e várias cores entre elas amarela, rosa e azul. Desde já reivindico para Freamunde a de cor azul.

Falou da educação o esforço para que os nossos jovens tenham as melhores condições e ensino.

Na saúde referiu que todos os munícipes já têm médico de família mas que o seu empenho é criar mais e melhores condições.

Voltou a referir que as estradas continuam a ser uma prioridade assim como a iluminação pública porque investir neste sector é investir para que não haja sinistralidade. 

Falou e prometeu que o arranjo no Centro Urbano é uma realidade. Já estão aprovados os projectos e há três milhões de euros para esse fim. Disse que essas obras iam ser executadas pelos funcionários da Câmara. Gostei de ouvir.

Mas de uma coisa pode estar certo. Se não cumprir com o que hoje prometeu neste comício da rua da Escola em Freamunde pode ter a certeza que me vai ter a criticá-lo como o tenho feito neste mandato.

Espero que vença.