quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O PRESIDENCIALISMO DOS LIKES:

(In Blog O Jumento, 19/10/2017)
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As últimas quatro semanas foram úteis para compreender Marcelo Rebelo de Sousa, para entender melhor como ele exerce as funções presidenciais e para clarificar as relações com o governo. O Marcelo Presidente é o Marcelo de sempre, é o Marcelo das brincadeiras do Expresso, o Marcelo dos almoços que não se realizaram, o Marcelo da TVI ou o Marcelo inventor de fatos políticos.
Marcelo conquistou os portugueses com uma estratégia de Facebook, em menos de nada conseguiu um recorde de likes e de amigos, conseguiu likes na esquerda e na direita, na oposição e no governo, nos ricos e nos pobres. Com a estratégia dos beijinhos, lágrimas e selfies Marcelo tornou-se unânime, uma espécie de caudilho (*) das redes sociais. Agora que tem muitos likes e muitos amigos, Marcelo sente que tem mais poderes do que aqueles que a Constituição lhe confere, se é que pela interpretação que fez das regras constitucionais na sua última comunicação ao país não entende que os seus poderes são quase ilimitados.
Marcelo sente que tem mais poderes do que os constitucionais, sente que a sua notoriedade tipo Facebook lhe dá o poder de apoiar ou derrubar governos, de ajudar candidatas autárquicas que por coincidência se cruzam com ele, de escolher as lideranças partidárias. Os poderes presidenciais são neste momento muito maiores do que os que decorrem das regras constitucionais. Dantes podia dissolver o parlamento, agora pode manipular os sentimentos e a opinião dos eleitores com os seus discursos de afetos.
Há uns tempos Marcelo servia o pequeno-almoço, o almoço, o jantar e a ceia aos sem-abrigo, até almoçou com um casal que viveu na rua, comeu empadão de atum, acompanhado de Encosta do Alqueva reserva de 2014 com entradas de presunto e chouriço caseiro da guarda e pudim na sobremesa, tudo devidamente acompanhado pela RTP para que aumentassem os likes. Na época a prioridade do governo era o problema dos sem-abrigo.
Durante meses substituiu-se ao INE e ao ministro das Finanças dando as boas notícias, andava tão animado que chegou a achar que a economia iria ter um crescimento de 3% e ainda achou pouco. Pelo meio, vimos um Presidente fazer um julgamento sumário de um ministro das Finanças, chegando ao ponto de ler os SMS do ministro, poderes que nem o parlamento tem. A notoriedade confere poderes que ninguém se lembraria de escrever na Constituição.  Neste país europeu o Jornal de Negócios e outros titulavam que “Marcelo viu SMS de Centeno e não gostou do que leu” e toda a gente achou este desvio democrático tropical e vergonhoso como algo aceitável.
Esquecidos os sem-abrigo a prioridade passou a ser a dívida, agora as procissões de Marcelo são junto das vítimas dos incêndios e a prioridade no caso de haver folga orçamental passou a ser acorrer ás vítimas dos incêndios, daqui a um ou dois meses Marcelo decide ganhar mais uns likes e a prioridade da folga orçamental será outra. De dia para dia o Presidente usa o poder dos seus likes para presidencializar o regime. Enquanto o governo anda numa roda viva a correr atrás das prioridades que ele define quase semanalmente a comitiva presidencial organiza a agenda para ganhar mais likes para que o Presidente aumente o poder dos seus likes, que cada vez mais se sobrepõe e ignora os poderes constitucionais.
Se a economia vai crescer e Marcelo tem acesso antecipado aos dados anuncia a boa nova e ganha  os likes, como o o ministro das Finanças fosse o seu assessor da Casa Civil para a Economia. Se a S&P tira Portugal do lixo Marcelo ganha os likes. Se algo corre mal na economia Marcelo diz ao governo o que deve fazer e ganha os likes. Se há incêndios ou tragédias Marcelo vai dar abraços e beijinhos e ganha os likes. No Estado há um deve e um haver, o deve são os likes para a presidência pelo que corre bem e pela parte fácil do que corre mal. O Haver é para o governo que serve de saco de boxe quando algo corre mal.
Quantas vezes Marcelo fez voluntariado junto dos sem abrigo antes de ser presidente, quando até tinha uma agenda mais ligeira? Quantos comentários e propostas fez Marcelo nos seus comentários televisivos em matéria de incêndios? Quantas vezes Marcelo usou os seus comentários para fazer previsões económicas? Quantas vezes bebeu Encosta do Alqueva reserva de 2014 com pobres? Até parece que Marcelo enjoou a comida dos jantares de banqueiros para onde era convidado.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Todos os fogos, o fogo:

(Por Estátua de Sal, 16/10/2017)
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(O título deste artigo é o de um conhecido livro de contos de Julio Cortázar )
O país está a arder. Está a arder e parece que o fogo não queima só vegetação, casas, haveres, infraestruturas e pessoas. No olhar das televisões o fogo queima o mundo inteiro. Já não há notícias, outras, a não ser aquelas que decorrem das labaredas e dos seus efeitos. Hoje de manhã, queria saber o que se teria passado na Catalunha com o ultimato dado por Rajoy ao Governo catalão, e tive que esperar três horas, e começar por ver referência ao tema apenas em nota de rodapé.
Parece-me que estamos na presença de dois tipos de incendiários: os criminosos e/ou os negligentes que ateiam os fogos, e os incendiários informativos que na comunicação social os empolam e os saboreiam para semear todo um cenário de alarme social no espírito daqueles que nem fumo viram. Assim, todo o espaço informativo passou a transmitir uma narrativa única e uniforme. A realidade passou a ser unívoca e o assunto dominante é pisado e repisado até à náusea.
Foi assim com a demissão de Passos, com o regresso de Santana, com a acusação a Sócrates e agora com os incêndios. Em cada dia elegem um alvo, e mordem a presa, até não lhe restar pinta de sangue. Deixam pois de existir notícias do mundo, e a agenda mediática é dominada por um cinzentismo uniforme, um sensacionalismo de tablóide, vampiresco da desgraça alheia: morreu um bebé no fogo, dois idosos desapareceram, o meu carro ardeu, a minha casa ruiu e fiquei sem nada, e mais, e mais, a desgraça na primeira pessoa.
Há depois as lamúrias acusatórias ao Governo, às autoridades e ao dispositivo no terreno. A culpa é do Costa e sobretudo da ministra, de quem se pede a cabeça, sempre que se ouve um crepitar de chamas. Sim, à força de acharmos que a evolução tecnológica é uma panaceia que permite debelar todos os males do mundo, temos tendência a minimizar o potencial destrutivo das catástrofes naturais que, estamos muito longe de poder antever e dominar. Como se a cabeça da ministra, servida em bandeja, aplacasse a ira do fogo, ou invocasse a vinda miraculosa de uma agulheta gigante que num ápice apagasse as chamas.
É evidente que nada disso se iria passar e que os fogos, depois de ateados, não se apagam com demissões, e os acusadores de serviço sabem bem disso, e todos nós sabemos que eles o sabem. É por isso que só nos resta concluir que na senda das desgraças e das catástrofes há sempre o coro dos que da desgraça vivem e das lágrimas das populações querem beneficiar.
A Direita, arredada que está do poder, toda ela se lambe no crepitar das labaredas, toda ela se empolga para apontar falhas ao Governo, toda ela se lambuza a pedir demissões. É a política da terra queimada: preferem um país destruído e a arder, regado pelas lágrimas das populações, do que existir um país a prosperar e sem catástrofes que não seja governado por eles.
A Direita sempre defendeu e apregoou a desgraça como o berço natural dos mais deserdados, os que não fazem parte dos ungidos por divina ou superior ascendência. A defesa da desigualdade está-lhes no sangue e na genética. E é isso que continuam a propalar aos quatro ventos, os tais ventos que indómitos fazem propagar as chamas em ritmo incontrolável.
Passos queria o diabo, que viria em forma de juros altos, sanções europeias, descontrole orçamental. Costa teve agulheta para tudo isso e Passos engoliu em seco, desistiu e está em vias de fazer penitência por ter invocado o nome de satanás em vão. Mas os prosélitos de Passos aí estão a esfregar as mãos de contentamento: parece que o diabo sempre apareceu. E, fazendo jus à sua fama, trouxe consigo as chamas do inferno.

sábado, 14 de outubro de 2017

Entrevista a Sócrates: a pulhice em directo:

(Estátua de Sal, 13/10/2017)
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Acabo de ver a entrevista a José Sócrates na RTP1. Entrevista? Não. Vítor Gonçalves – que erradamente, segundo o próprio, se dizia ser sobrinho de Dias Loureiro -,  mais parecia , isso sim, um primo do Rosário Teixeira e um representante do Ministério Público. Gonçalves levou o calhamaço das 4000 páginas da acusação para impressionar Sócrates e para que os espectadores, perante tanto quilo de papel tivessem ideia de quantos e quão graves são os crimes de que Sócrates é acusado: é a estratégia dos chamados “crimes ao quilo”.
Sócrates levou meia dúzia de folhas A4. Mas de efeito devastador. A tese do MP de interferência do Governo, comandado por ele, no caso da OPA da SONAE à PT, ruiu como um castelo de cartas. Um documento oficial trazido por Sócrates prova que o sentido de voto do Governo seria sempre no sentido da abstenção e não no sentido de favorecer os interesses do BES ou de qualquer outro grupo. Uma bomba. Gonçalves engoliu em seco.
E foi engolindo, de tese em tese, os documentos de Sócrates foram cirúrgicos e algumas ilações se tem que tirar deste combate em directo:
  1. Sócrates até pode ter culpas no cartório;
  2. Mas a construção do Ministério Público é fantasiosa em muitos tópicos e excederá, em muito, as eventuais culpas que são feitas ao anterior primeiro ministro.
  3. E quando se exorbita, a investigação cai em descrédito e os acusados tiram disso partido, como é natural e legítimo que façam.
  4. A tentativa de julgar alguém na praça pública, ultrapassando por todos os formalismos de um julgamento justo e no lugar certo, já não recebe o apoio da maioria da sociedade portuguesa. Até os não apoiantes de Sócrates já vomitam perante estes métodos e estas práticas de pelourinho a céu aberto em que se está a tornar a Justiça portuguesa.
  5. Gonçalves, durante todo o confronto, estava ali para acusar e provar ao público, e em directo, a culpabilidade de Sócrates. Isenção, nenhuma. Deontologia jornalística, zero. Probidade informativa, nenhuma.
  6. Mas, coitado, não tinha a noção de quem tinha pela frente. Sócrates, usou magistralmente o tempo de antena que lhe foi concedido e deu cabo do enviesado interlocutor, e suscitou grandes dúvidas sobre a coerência factual da narrativa do MP.
  7. Finalmente, Gonçalves, podia ter evitado ter feito a pergunta final, que só o desprestigiou ainda mais: “Como é que actualmente, paga as suas contas?”. Uma pulhice. Isto não se pergunta a ninguém numa entrevista e não creio que seja um assunto de relevância pública, já que faz parte do foro privado de cada um. Eu nunca vi isto ser perguntado a ninguém em televisão, e em directo.
  8. Pois bem, Sócrates esteve à altura da insídia e da provocação de Gonçalves e humilhou-o sem apelo nem agravo, e sempre com um sorriso urbano mas, suponho, intimamente feroz.
Se os adversários de Sócrates pretendiam, com esta entrevista, dar-lhe a estocada final de forma a que a sua culpabilidade e as teses do MP saíssem fortalecidas, enganaram-se.
É que Sócrates até pode ter cometido algum dos 31 crimes de que o acusam, e restarão sempre dúvidas sobre isso na mente dos justos, até que – por hipótese -, se faça um julgamento limpo. Mas do que me parece que não restaram dúvidas é que a acusação do MP tem pontos de fragilidade gritantes. Sócrates conseguiu provar isso de forma veemente e óbvia, e a postura inquisitorial de Vítor Gonçalves durante toda a entrevista só o ajudou. Há dias em que o feitiço se volta contra o feiticeiro e este foi um deles.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

A quadratura de Sócrates:

(Por Estátua de Sal, 13/10/2017)
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(Dedico este texto ao comentador habitual deste blog, José Neves. Ele sabe bem porquê..  🙂 )
A novidade da Quadratura do Círculo de hoje, foi a forma sibilina como se pretendeu – para já muito ao de leve -, colar António Costa e membros do actual Governo, e até o PCP, ao caso Marquês: não há como não soubessem o que Sócrates andava a fazer, havia tantos indícios anteriores do “mau carácter” de Sócrates – diz o Pacheco -, que a presunção de inocência não deve impedir que se discuta o caso, como se tudo de que é acusado fosse verdade e não tenha que ser provado. A falta de lisura de Pacheco é gravíssima em alguém que se quer fazer passar por impoluto justiceiro e paladino da ética e da justiça.
Ele que tanto privou com Oliveira e Costa, Cavaco, Duarte Lima, com Miguel Macedo, com o irrevogável Portas, o homem dos submarinos que nunca foi devidamente investigado pela Justiça,  nunca deu por nada que indiciasse o “mau carácter” destes personagens? Só com Sócrates é que ele conseguiu antever indícios de mau comportamento moral e cívico? Onde andavas Pacheco, quando a escritura da Casa da coelha de Cavaco desapareceu? Não achaste estranho? Onde andavas Pacheco quando o caso dos submarinos foi arquivado tendo sido provada a existência de corruptores na Alemanha e de corrompidos em Portugal? Onde andavas Pacheco quando o Oliveira e Costa, do alto do BPN, distribuía milhões pelos amigos do PSD e pela máfia laranja que o cercava?
E depois vem o Xavier falar dos milhões que circularam entre um determinado grupo dos arguidos acusados. Ó Xavier serias capaz de explicar todos os milhões que durante uma década circularam pelas tuas contas, e da tua família, se fossem passadas a pente fino? Garantes que tudo é limpo, legal e transparente? E as contas do teu patrono e amigo Belmiro de Azevedo? É um empresário “impoluto”, nunca pagou comissões a ninguém, nunca ganhou nenhum negócio “por baixo da mesa”? Talvez os herdeiros do banqueiro Pinto de Magalhães, que se viram espoliados de grande parte da sua fortuna, tenham alguma coisa a dizer sobre os métodos e o carácter desse tão aclamado empresário nortenho.
Como se só o Dr. Ricardo Salgado e Sócrates, a ser verdade aquilo de que os acusam, fossem a demonstração exemplar e única das más práticas do capitalismo, Ó Xavier, ó cínico e vendido comentador: em capitalismo, é raro haver grandes negócios que não sejam atribuídos e adjudicados sem que se mande um obséquio qualquer a  quem politicamente os decide e adjudica. As multinacionais e os seus gestores de topo, quando aterram num determinado país, têm já o perfil completo de quem vai decidir nas suas áreas de negócio, e até de quanto isso lhes vai custar. As escolas de gestão de topo discutem isto, ainda que de uma forma informal, e escrevem sebentas onde eufemisticamente falam em “práticas de estratégia negocial”.
Jorge Coelho, o mais equilibrado dos três, e que, honra lhe seja feita, assumiu ser amigo de Sócrates há mais de 35 anos, tentou colocar o problema da acusação a Sócrates na esfera do politicamente correcto: “à justiça o que é da justiça”, e “deixemos a justiça funcionar”, ainda que tenha avançado que as acusações em apreço “não se enquadram bem com o Sócrates que ele conheceu”. Contudo, Coelho, alinhou com os restantes tentando passar a ideia de que, a serem verdade os factos da acusação, eles são uma excepção, um caso isolado do capitalismo português. Ó amigo Coelhones, também tu és um sonso. Tu que foste director-geral da Mota-Engil, juras mesmo que nunca pagaste “luvas” e comissões a ninguém para ganhares um negócio? Juras que a Mota-Engil nunca foi beneficiada num concurso por um “amigo conveniente” bem colocado no processo decisório? Pois olha, não acredito, porque se tal fosse verdade, a Mota-Engil já tinha falido e, pelo contrário, está mais próspera que nunca. Até contratou o Portas, para fazer aquilo de que é acusado Sócrates nas suas relações com o Grupo Lena.
Em suma, para estes três, o capitalismo funciona conduzido por virgens puras e púdicas, sendo a meretriz o camarada Sócrates e o proxeneta o Dr. Salgado. Pois muito bem. Se algum dia o Dr. Salgado abrir a boca – por necessidade de se defender -, garanto-vos que nesse dia não restará nada mais que areia suja a embrulhar a honorabilidade de muitos daqueles que hoje mais atiram pedras aos arguidos. Empresários, juízes, jornalistas, comentadores e deputados, todos sem excepção.
Como diz o texto bíblico: somos todos feitos do mesmo barro, e devia haver decoro – que não há -, em atirar a primeira pedra. É que, por vezes, a pedra faz ricochete. Aguardemos, pois, os próximos capítulos desta ópera bufa em que se transformou o país.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O meu receio, que deve ser de todos os Freamundenses:

A vitória de Humberto Brito aqui em Freamunde leva-me a recear que o mesmo ao verificar o modo como os Freamundenses lhe atribuíram tanta votação o leve a pensar que em Freamunde está tudo bem.
Contentes com obras realizadas. Contentes com o estado que se encontra o Parque de Lazer. Contentes com o arranjo no Centro Urbano. Contentes com a colocação das lâmpadas leds que ainda falta colocar mais de metade. À minha porta é o exemplo. Contentes com a recolha do lixo. Contentes com o arranjo das estradas e sua sinalização. Contentes com o trânsito que flui maravilhosamente. Contentes com os parques de estacionamento. Contentes com o edifício da Junta de Freguesia em que há gaiolas para pombas com melhores condições. Contentes com um sem número de coisas.

Para avivar, que é o mesmo que dizer, vou expor o resultado da votação para Presidente da Câmara:
Freamunde 3064. Ferreira 2057. Raimonda 1133. Meixomil 1293. Frazão-Arreigada 2016. Figueiró 1044. Carvalhosa 1197. Penamaior 1263. Eiriz 954. Sanfins-Lamoso-Codeços 2651. Seroa 951 e Paços de Ferreira 2849.
Pelo que se pode constatar foi em Freamunde que Humberto Brito angariou a maior votação. Sendo assim o meu receio que como digo é ele pensar para com os seus botões. - Por que vou ali despender de meios que em outras freguesias faz mais falta. Assim ao compensar estas, nas próximas eleições autárquicas, pode ser que me dêem uma melhor votação.
Agora eu a pensar. Espero que não se concretize e que as obras em Freamunde comecem o mais rápido possível.
Estamos fartos de ser sempre os últimos.

Vamos falar das autárquicas em Freamunde:

Nunca esperei uma vitória tão desnivelada entre PS e PSD para Assembleia de Freguesia. PS obteve 2681 PSD 1503 que dá uma diferença de 1178. Para a Câmara Municipal: PS 3064 PSD 1140 uma diferença de 1924. Para a Assembleia Municipal: PS 2804 PSD 1326 uma diferença de 1478.

Exponho os resultados para memória futura e para que os profetas da desgraça, os perfis falsos e os bota-abaixo que tudo criticaram a ainda actual Junta de Freguesia. O dizer mal não chega. Os Freamundenses não são cegos e não se deixam levar por palavras ensaiadas.

 Freamunde sabe reconhecer o trabalho. Sabe ver a diferença havida entre 2009, 2013 e 2013, 2017. Por isso não foi em cantigas e até aumentou a votação.

Para mim há várias personalidades do PSD culpadas por este resultado sendo que as maiores são António Coelho e Joaquim Pinto. Não é só atirar atordoadas. É preciso falar verdade ao povo. É como disse. Não chega perfis falsos.     

sábado, 30 de setembro de 2017

A Justiça em roda livre:

(Dieter Dillinger, in Facebook, 29/09/2017)
JUSTIÇA1
O julgamento do ex-Vice Presidente de Angola Manuel Vicente foi marcado para 22 de Janeiro de 2018 depois de um longo período de anos de espera e não se sabe que investigação.
Esta atitude dos magistrados é um gravíssimo atentado aos interesses da Pátria e, principalmente, às condições de vida de dezenas de milhares de portugueses que trabalham em Angola e por causa de um pequeno grupo de justiceiros reacionários não podem transferir um cêntimo para as suas famílias.
Muitas empresas portuguesas estão em vias de fechar e Angola deixou mesmo de ser um parceiro económico de Portugal.
As autoridades angolanas recusaram a entrega da notificação da acusação a Manuel Vicente devido ao seu estatuto internacional de imunidade.
Procupado com os interesses de Portugal, Antóno Costa pediu ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República um parecer sobre qual o estatuto de imunidade que goza o governante angolano em Portugal.
Segundo o Expresso, o pedido foi recbido com desconforto pelo referido Conselho.
António Costa reagiu assim por ter recebido uma nota de repúdio do Governo Angolano que considera que as “autoridades portuguesas estão a enverdar por uma via manifestamente política que se traduz num ato inamistoso, incompatível com o espírito e a letra de relações iguais, as únicas que podem pautar entre dois Estados soberanos”.
Manuel Vicente tinha comprado há anos um apartamento de luxo em Cascais e a Procuradora ou alguém em seu nome resolveu embirrar com facto e acusar o então ainda CEO da Sonangol de fuga ao fisco e branqueamento de capitais.
Depois, Manuel Vidente foi eleito vice-presidente de Angola, mantendo-se a magistratura portuguesa em roda livre sem cuidar que muitas dezenas de angolanos têm investido em Portugal, a começar pela Isabel dos Santos, e muito desse dinheiro veio de offshores e outro diretamente de Angola.
Manuel Vicente quis resolver o problema corrompendo o procurador Orlando Figueira, pelo que será julgado por mais um “crime”, o de corruptor.
Ora, a magistratura que não ligou ao caso dos 30 milhões recebidos por Paulo Portas da Ferrostal que levou à condenação por um tribunal alemão de dois dos seus administradores a dois anos de prisão cada uma, resolveu meter-se com um angolano de vulto que tinha o mais alto cargo de chefia na gigantesca e riquíssima empresa angolana de petróleos Sonangol, onde deveria auferir de um elevado salário.
O corrupto Portas é agora comentador televisivo, enquanto magistrados portugueses acusam um vice-presidente angolano que a ser condenado em tribunal português sem a sua presença acabará definitivamente com as relações entre Portugal e Angola, apesar das afirmações otimistas do ministro Santos Silva.
A chamada Justiça portuguesa está nas ruas da amargura e é gerida por gente sem o mais pequeno sentido dos interesses nacionais. Há magistrados que estão a acusar António Costa de interferir na justiça mesquinha e porca de alguns, mas o Governo é de Portugal e a sua missão é defender a Nação e os portugueses, não o protagonismo de alguns magistrados corruptos da fama.
A magistratura portuguesa tem de ter a consciência do que vale. Numas sondagens recentes só os procuradores e juízes tiveram nota negativa na opinião pública portuguesa e a previsível eleição de Isaltino em Oeiras será, sem dúvida, um violento murro na justiça portuguesa, significando que os eleitores não validaram a condenação de Isaltino, apesar não haver dúvidas que cometeu crimes de corrupção, mas de valor inferior aos de Paulo Portas e outros membros do CDS que estão livres e contentes da vida.
Portugal não pode ter uma justiça em roda livre em que uns fazem o que querem e ninguém respeita nada.
A inspectora que matou com 9 tiros a avó do marido foi condenada a 14 anos para ser ilibada por uma instância superior e agora repete-se o julgamento, provavelmente para senhora ficar de todo livre de culpas.
Do blogue (Estátua de Sal)